A Praça Roosevelt pede PAZ!

A Praça Roosevelt pede PAZ!

Nós moradores, frequentadores, comerciantes, associações, institutos, agremiações e coletivos que vivem, trabalham, moram e desfrutam da Praça Franklin Roosevelt pedimos PAZ NO CARNAVAL. Queremos uma festa popular, democrática e livre, sem qualquer tipo de proibicionismo ou conservadorismo.

Levando em conta o histórico dos anos anteriores e episódios ao longo do ano passado, sabemos que a praça, mesmo impedida de receber eventos ou dispersão de blocos, é naturalmente um ponto de encontro no centro da cidade. Em especial após grandes eventos, quando se transforma para receber o público em um espaço de celebração da diversidade e da democracia.

Não queremos ações truculentas e violentas, nem que a praça e seu entorno vire palco de uma guerra civil. Cansamos de bombas sendo atiradas na direção de cidadãos, estabelecimentos comerciais e todo tipo de violência. Antes que o pior aconteça, pedimos um basta a essa abordagem bélica e agressiva, principalmente por parte da Polícia Militar. Chega de dispersão à base de bomba!

Queremos para a Praça Roosevelt um ambiente onde todxs possam exercer suas liberdades sem atrapalhar o próximo. Defendemos as várias formas de cultura, lazer, de ser e de existir. Livres de raça, sexo, cor, status social. Acreditamos na coexistência harmoniosa e na capacidade de resolver conflitos de forma saudável e respeitosa, bem como no trabalho conjunto e em abordagens educativas.

Entendemos que os problemas existentes e devem ser resolvidos baseados em dois princípios gerais: no diálogo democrático, amplo e respeitoso entre todxs; e na manutenção do caráter público e igualmente democrático da praça. Um espaço livre, sem grades, sem preconceitos.

Não queremos que se repita o que já aconteceu na Praça Roosevelt em 2017, e novamente agora na Praça Dom Orione, no bairro do Bixiga, em que a PM usou bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar a multidão que se reunia para a festa de pré-carnaval. É inadmissível essa suposta “conduta padrão” da PM, que alega que foi solicitado aos transeuntes que desocupassem as vias, o que na prática é impossível, e classifica esse impossível como “Ato de Desobediência e Confronto”.

Grandes blocos, shows e eventos tomarão conta do centro de São Paulo nos próximos dias, indo para além do Carnaval de Rua. Não estamos aqui discutindo ou defendendo outra posição se não a de diálogo, respeito e paz. Nos é garantido o direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a livre locomoção no território. Todxs somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Somos cidadão e todxs temos o direito à cidade, a ocupar os espaços públicos.

O carnaval nos lembra que é possível quebrar barreiras, que todxs somos iguais. Por um carnaval sem bomba, pedimos Paz!

#paznapraçaroosevelt #paznocarnaval #carnavalsembomba#praçarooseveltparatodxs
http://bit.ly/2GuESwh

ASSINAMOS:

Coletivo Praça Roosevelt de Todxs
Ação Educativa
Instituto Pólis
Instituto A Cidade Precisa de Você
Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo – SASP
Comissão Salvar o Teatro Brasileiro de Comédia – TBC Salvar o TBC
SampaPé
Parque Augusta
Rede Novos Parques
Participação Urbana
Br Cidades
Movimento dos Trabalhadores sem Teto
Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST)
POVO SEM MEDO
UJS – União da Juventude Socialista
Levante Popular da Juventude
Sated – São Paulo
Slam Resistência
Família Stronger (Rede Periférica LGBT Família Stronger)
Cursinho Popular Transformação
TRANSarau
Clínica Aberta de Psicanálise – Praça Roosevelt
Presidenta – Bar e Espaço Cultural
Arrua Coletivo
Fora do Eixo
Mídia Ninja
Jornalistas Livres
Outras Palavras
Humanicidades
Tapera Taperá
Free Beats
Buraco da minhoca
Estúdio Lâmina
Pessoal do Faroeste
Satyros
Parlapatões
Teatro Oficina Uzyna Uzona
Terreiro Coreográfico
Zé Celso, ator
Rubens Reis, arquiteto e urbanista
Tata Amaral, cineasta
Alê Youssef, produtor e empresário
João Frazin, jornalista
Thassia Azevedo, jornalista
José Luiz Ohi, cartunista
Paulo Faria, diretor de teatro
Maria Rita Kehl, escritora e psicanalista
Lilian Amaral, curadora e pesquisadora
Celso Jamelo, ativista
Fernando Morais, jornalista
Fê Lemos (Antonio Felipe de Villar Lemos), músico
Daniela Garcia, atriz e ativista LGBT
Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo
Ana Estela Haddad, ex-primeira dama da cidade de São Paulo
Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde
Nilto Tatto, deputado federal
Orlando Silva, deputado Federal
Ivan Valente, deputado federal
Eduardo Suplicy, vereador
Samia bonfim, vereadora
Toninho Vespoli, vereador
Juliana Cardoso, vereadora
Acadêmicos do Baixo Augusta
A Espetacular Charanga do França
Bloco do Apego
Lira da Vila
Bloco Cecílias e Buarques
Bloco do Fuá
Bloco Espício Geral
Bloco Cordão Barbosa
Bloco Abolição
Arrastão dos Blocos
Bloco Explode Coração
Bloco Jegue Elétrico
Bloco Vai Quem Qué
Bloco Sem Medo e Sem Vergonha
Bloco Tô no Vermelho
Bloco Blokokê
Bloco Me Ocupa que eu sou da rua
Bloco Água Preta
Bloco Agora Vai
Bloco Filhos de Glande
Bloco Não to Bem 279
Bloco Me lembra que eu vou
Bloco Akiô
Bloco Cacique do Jaraguá
Bloco em Transe
Bloco Soviético
Bloco João Capota na Alves
Bloco Filhos da Lua
Bloco Broco da Buroca
Bloco da Abolição
Bloco das Batidas Livres
Bloco Cordão do Triunfo
Bloco Libera o Badaró

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