Vamos aceitar o fechamento definitivo da UBS República?

Vamos aceitar o fechamento definitivo da UBS República?

Essa UBS foi uma conquista dos movimentos sociais a partir da morte de uma criança, durante a ocupação promovida pelo Movimento de Moradia. As entidades, então, negociaram com a gestão municipal uma pauta que incluía a instalação de um equipamento de saúde e de uma creche 24 horas – esta seria instalada no terceiro andar do prédio, até hoje fechado. No final da gestão passada os movimentos sociais propuseram que o referido espaço fosse transferido à Saúde, para ampliação da UBS.

Com a queda do forro (estuque) do espaço ocupado pela unidade, no dia 30 de janeiro, representantes dos movimentos sociais, inclusive de Moradia e Saúde, construíram decisão, com os gestores e os conselhos da unidade e o Municipal de Saúde, que previa o atendimento na Várzea do Carmo, envolvendo translado dos usuários, por vans – serviço que seria realizado após comunicação, por cartaz instalado no antigo prédio, durante a reforma das instalações, no prazo máximo de três meses.

O compromisso da atual gestão com os movimentos foi que o serviço da UBS seria devolvido à população após a reforma do prédio, bem como o de que poderiam procurar outras possibilidades de outras instalações, pois na área faltam mais duas unidades. No início de março os movimentos apresentaram à Prefeitura 11 locais para serem vistoriados.

Em 15 de agosto, o conselho da UBS República foi informado que a unidade não retornaria ao local e que um outro local deveria ser procurado para instalação da mesma. No dia 11 de setembro, os movimentos recorreram ao secretário de Saúde, que confirmou essa informação e pediu 60 dias para procurar outro local e outros mais 120 para construir uma nova unidade. Estes prazos são irreais, pois, normalmente, só a licitação demora esse tempo. A conclusão que se chega é: fosse pra valer essa procura, a Prefeitura já teria um novo local.

Como as notícias são que este governo pretende fechar diversas unidades de Saúde, na quarta-feira, 27 de setembro, participamos da  Audiência Pública com o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, realizada na Câmara Municipal.

Os primeiros 60 dias do Secretário já se passaram

A prefeitura iniciou há vinte dias, a reforma do prédio da UBS, mas as informações são de que lá será instalado um CTA (albergue) para a população em situação de rua, com inauguração prevista para o dia 24 de novembro.

Como estão os encaminhamentos para a concretização da promessa da nova unidade em 120 dias: as obras foram licitadas, já iniciaram? Já que na Audiência Pública sobre o orçamento, nesta quarta feira, 22/11, o representante da Secretaria informou que os prédios propostos para a instalação da nova unidade República são: o antigo ambulatório da Rua Martins Fontes e o da Rua do Ouvidor – ambos ocupados; e também o do Cine Marrocos, que é tombado pelo patrimônio para equipamento Cultural?

Na Comissão de Saúde da Câmara, o representante do Movimento Estadual da População em situação de Rua afirmou que os mesmos preferem a unidade de volta, pois não querem albergue e sim moradia. Já a representante dos moradores do edifício onde funcionava a UBS

apresentou a convenção do condomínio, em que consta a destinação do prédio (residência e a instalação de uma unidade de saúde e creche), além de um abaixo-assinado pelo retorno da unidade ao onde foi criada. Com estas informações, os vereadores decidiram  marcar uma reunião extraordinária para a quarta-feira 29/11, às 13 horas, a fim de esclarecer  o destino da UBS República. Considerando que a inauguração do albergue está programada para antes desta reunião, solicitamos que seja suspensa, até que se esclareça o destino da UBS República.

Edinilza Martins de Souza – Usuária do posto e conselheira gestora eleita da STS Centro;

Tarcísio Geraldo Faria – Movimento Popular de Saúde do Centro;

Maria Aliete – Moradora do prédio e ex-conselheira Municipal de Saúde.

Notícias relacionadas

background