Municipal encerra temporada lírica com Fosca, de Carlos Gomes.

Municipal encerra temporada lírica com Fosca, de Carlos Gomes.

Fosca, de Antonio Carlos Gomes encerra a temporada lírica 2016 do Theatro Municipal de São Paulo, com récitas que acontecem até o dia 17 de dezembro, de segunda-feira a sábado: dias 8, 10, 11, 13, 15 e 17 de dezembro. As apresentações têm espaço na programação do theatro sempre às 20h, exceto aos domingos, quando se dão às 17h. Os ingressos variam de R$ 50 a R$ 160, com meia-entrada para todos os setores.

A montagem inédita que ganha os palcos do Municipal de São Paulo tem direção cênica, cenografia, figurinos, desenho de luz e coreografia assinados por Stefano Poda. A direção musical é de Eduardo Strausser, maestro residente do Theatro Municipal, que rege também a Orquestra Sinfônica Municipal (OSM). O Coro Lírico Municipal, sob regência de Bruno Greco Faccio, e o Balé da Cidade de São Paulo participam da encenação.

No papel de Fosca se revezam Nadja Michael e Chiara Taigi. Os papeis principais masculinos ficaram a cargo de Marco Vratogna e Leonardo Neiva (Cambro); Luiz Ottavio Faria e Łukasz Goliński (Gajolo); e Thiago Arancam e Sung Kyu Park (Paolo). Delia será vivida por Lina Mendes e Masami Ganev.

Ópera em quatro atos, o libreto de Fosca conta a saga da personagem título. Em uma comunidade de piratas no litoral da Ístria, em 944, os corsários mantêm como refém o veneziano Paolo, alvo amoroso de Fosca. Movida por paixão e desejo de vingança, já que o jovem prisioneiro estava noivo de Delia, Fosca se junta a Cambro e arma uma trama de sequestros, planos de assassinatos, prisões e reviravoltas.

Sexta ópera composta por Carlos Gomes, Fosca foi concebida com libreto em italiano (a segunda do autor campineiro) e teve sua estreia mundial em 16 de fevereiro de 1873, no teatro Scala de Milão. O compositor foi o mais importante autor brasileiro de ópera e o primeiro a ter destaque no meio lírico europeu. Em 2016, celebram-se duas efemérides relacionadas a ele: 180 anos de seu nascimento (em Campinas, em 11 de julho de 1836) e 120 anos de sua morte (em Belém, no dia 16 de setembro de 1896).

Palestra – Dias antes da estreia, no domingo (4/12), às 17h, o maestro Lutero Rodrigues faz palestra sobre a obra, na Sala do Conservatório. A entrada é gratuita e não é preciso retirar ingressos – sujeito à lotação do espaço (capacidade 200 lugares).

Segundo o maestro, a proposta da conversa é abordar o lado musical de Fosca – segundo o regente, trata-se de uma ópera bastante sui generis, diferente de Il Gauarany, estreada três anos antes. A seu ver, apesar de não ter conquistado sucesso popular, Fosca sofisticou a composição do autor e serviu de referência para outras obras que viriam a seguir.

Além disso, o maestro Lutero destacará a construção da personagem título, movida por emoções extremas. “Há de se destacar também os personagens de Fosca e os elementos musicais associados a eles – Carlos Gomes compôs diferentes temas para cada um dos personagens e, no caso de Fosca, que apresenta um caráter mutável durante a trama, mais de um tema melódico”, conclui o músico.

 

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